Só vem, 2018!
- 1 de jan. de 2018
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Quando o relógio bateu meia-noite e um novo ano chegou foi na minha vó que dei o primeiro abraço. Ao contrário dos últimos 13 anos, dessa vez não tinha ele ali para me dizer que esse seria nosso ano.
Confesso um certo alívio: ao contrário do ano anterior, que chegou cheio de expectativas, desejos e planos (todos eles desfeitos nos primeiros quatro meses) nesse réveillon eu só conseguia pensar: só vem, 2018!

Depois do abraço na vó veio minha mãe, minha tia, o sobrinho, o pai, meu irmão e minha cunhada. Uma amiga querida veio me visitar pouco antes da meia noite. E um pouco depois, munida de uma champanhe e dois copos plásticos, eu que fui visitar outra. No whats algumas mensagens. Com o crush falei antes, por volta das 21h. Não sei onde ele estava e nem quis saber. Durante a semana até falamos sobre o tema. Ele me sugeriu uma festa. A Fabi também. Tive alguns convites para viajar. Mas a única ideia que me apeteceu de verdade foi pegar o carro domingo de manhã, dirigir até Copacabana, ver o show da Anitta e voltar. Como não achei companhia que topasse minha maluquice, voltei ao plano inicial: passar com a família. Sempre passei o ano novo com eles. Quando era solteira e quando era casada. Só um passei na praia. Justamente o que comecei a namorar o ex. Solteira os planos para o ano-novo parecem que precisam mudar. Todo mundo quer saber onde vc vai passar. Que roupa incrível vai usar. Parece que há uma obrigação de mostrar ao mundo que se está feliz. Que se está forte. Pronta para lacrar. Optei por ficar em casa. Lembro do papo com a Fabi: acho vazio ir para uma festa que não conheço ninguém. Nem gosto de balada. Quero estar perto dos que amo. 0h40 visitei ela. Estouramos uma champanhe e bebemos ali, sob os olhos do porteiro gato dela. Conversamos um pouco sobre como será 2018. A viagem para a Califórnia está chegando e estamos ficando mais ansiosas (abaixa dólar, pls!). Quando cheguei em casa falamos por whats sobre o quanto terminamos o ano bem. Entre trancos e barrancos o saldo me pareceu bastante positivo. Ainda há dor, ainda há vazio, e daqui ainda há uma briga constante para não jogar a responsabilidade da minha felicidade no outro. Tenho sorte de ter a quem mandar mensagens fofas no Natal e Ano Novo, mas quero garantir que minha felicidade exista mesmo se eu não tivesse. Quando acordei hoje, falei para as meninas: tenho mesmo que escrever para o blog? E elas foram unânimes: claro que não, temos que fazer apenas se tivermos vontade, senão não tem graça. Ouvi ainda: em 2018 vamos fazer apenas o que queremos. Que lindo seria poder viver assim. Não acho possível. Há muita obrigação nos rodeando. Mas podemos sim baixar as expectativas, se preocupar menos com o que esperam de nós, dizer mais nãos e viver mais de acordo com nossos verdadeiros princípios e valores. Que em 2018 possamos olhar pro próximo sem julgamentos (nunca sabemos as batalhas que as pessoas lutam) e que possamos também olhar para nós no intuito de nos fazermos felizes.
Feliz 2018!
Beijos da Tabata
(Não achei minha assinatura, estou postando da cama, na maior preguiça de primeiro dia do ano, pq hoje quero assim, heheheh)




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